O olhar que descrevo
Tem uma forma de pesar.
Lamento não poder
Tua alma sarar.
No instante que vi
Tu assim, a cismar,
Indaguei ao tempo:
Onde levas este rapaz?
Sem obter a resposta
E não sabendo como te tratar,
Fiz, em silêncio, uma prece
aos céus para te sustentar.
Ainda agora sinto
tua alma a penar
aos caminhos deste mundo
onde não consegues te acalmar.
Vai seguindo assim,
lento e silente.
Não vês que cruzas à frente
com teus anjos querubins.
São eles que velam
na noite fria e escura,
enquanto dormes encoberto,
entre soluços, por fim!
Milena Medeiros
Inspirada em foto no álbum de

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