
A FLOR DO TEMPO
Não sei aonde vou.
Sigo sozinha, sem amor.
Sei que a dor do amor
Dói muitas vezes.
Mas cicatriza fácil
na presença do amado.
Mas, se for de desamor,
deixa ferida profunda.
E, depois de um certo tempo,
uma cicatriz se faz presente.
Se a ausência for com amor,
logo brota,
quando na volta do amado.
Mas, de for de dor, somente,
nenhuma flor ou semente dará.
Estou agora presa ao tempo.
De outono a inverno.
Mas, de for de dor, somente,
nenhuma flor ou semente dará.
Estou agora presa ao tempo.
De outono a inverno.
Adormeço num extremo.
Se eu chorar,
valeu por me olhar.
Seja feliz com quem te amar,
Se eu não mais te querer.
Foi um bom tempo aquele
que eu te colhia
Seja feliz com quem te amar,
Se eu não mais te querer.
Foi um bom tempo aquele
que eu te colhia
em ramalhete
e tu me davas amor.
Agora sinto o desprezo,
e tu me davas amor.
Agora sinto o desprezo,
a indecisão, o não cuidar.
Sou uma flor a murchar.
Você, um jardineiro que me fez brotar,
agora se descuida e me faz morrer.
Na tristeza em que me encontro,
uma certeza eu tenho.
Que no momento por vir
Uma flor seca encontrarás.
Num quadro de parede,
Atrás de vidro transparente,
Um amor em lembrança,
uma marca do que passou.
Às vezes tu olharás para esse quadro
e, ainda, em seu coração um aperto encontrará.
Sou uma flor a murchar.
Você, um jardineiro que me fez brotar,
agora se descuida e me faz morrer.
Na tristeza em que me encontro,
uma certeza eu tenho.
Que no momento por vir
Uma flor seca encontrarás.
Num quadro de parede,
Atrás de vidro transparente,
Um amor em lembrança,
uma marca do que passou.
Às vezes tu olharás para esse quadro
e, ainda, em seu coração um aperto encontrará.
Saberá que em um dia
Por essa flor tu foi amado
e a deixaste secar !
Milena Medeiros
2009
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