quarta-feira

O PRESENTE E O FUTURO - Milena Medeiros

Eles caminhavam sempre em frente,

o presente e o futuro.

Seguiam juntos,

Mãos dadas,

sem medo.

Pois, o futuro eles não conheciam

E, o presente, já viviam…

Haviam caminhos silenciosos,

outros barulhentos. 

Uns, sinuosos,

outros com bastante gente.

De mãos dadas,

Passos seguros,

caminhar tranquilo…

Um, distinguia logo ali a sua vida.

O outro, pouco mais adiante.

Diriam que pareciam a Pais e Filhos.

Onde o tempo brinca,

O amor impera

E a vida segue.


Milena Medeiros

11/03/2017

16:20h




ANDO A PROCURA - Milena Medeiros

Ando a procuro do desenho de minha vida.


Milena Medeiros

14/09/2010


QUANDO EU TIVER 80 ANOS - Milena Medeiros

Quando eu tiver meus 80 anos

por certo direi:

_ Não acredito!


(¸.•´ ¸.•*´¨)¸.•*¨) Milena Medeiros

(¸. •´ ( ¸.•° °•.(¸. •´ ( ¸.•° °•. .•°´¯¯`°•

                               22/09/2012 

SOU PSICOPATA - Entrevista com Cris Coole


 

domingo

MAIS UM DIA - W.S.R.

Quanto de vida cabe dentro de uma rotina de cada um? 

O mercado já está aberto antes de alguém chegar. Luz branca. Frio constante. Gente empurrando o dia junto com o carrinho. O caixa fala sem olhar muito. Quem responde também não insiste. O bip vai marcando as coisas num ritmo que ninguém acompanha, mas todo mundo obedece.

Um homem pára com dois produtos na mão. Olha um. Olha o outro. Demora mais do que devia. No fim, deixa um de volta. Não olha pra trás.

Atrás dele, ninguém estranha. Só esperam.

Tem uma criança pedindo alguma coisa mais à frente. A mãe não responde de primeira. Só aperta um pouco mais o carrinho. 

Tem coisa que não se fala, mas sustenta a casa.

O segurança encostado perto da porta observa sem pressa. Talvez nem saiba exatamente o quê.

Lá fora, uma moto passa cortando a rua. Rápida demais pra ser alguém. Só entrega.

O ônibus vem cheio. Cheio de verdade. Gente em pé, corpo encostado em corpo, equilibrando o cansaço como dá. Ninguém cai porque não tem espaço nem pra isso.

Mais adiante, um homem sobe numa parede que ele mesmo levantou. Ajusta um detalhe pequeno, alisa o reboco com cuidado. Ele faz bem feito. Uma casa que não é sua. Uma calçada que não sente. Quando termina, desce, limpa a mão na calça e vai embora. A casa fica.

Em outro lugar, alguém descobre uma forma de tratar o que antes matava. A notícia corre. Dá esperança. Mas não chega pra todo mundo.

E aqui dentro, nada muda.

A fila anda.

O bip continua.

As mãos continuam escolhendo o que cabe.

Uma sacola pesa mais de um lado. Quem segura troca de mão. Segue.

Quase tudo segue.

Tem gente que volta amanhã. Tem gente que não. E isso não passa pelo caixa.

Não é exatamente silêncio. Mas também não é conversa. É só… cada um tentando terminar o dia.

Quanto custa viver assim sem saber onde a vida começa ou onde ela ficou pra depois?


W.S.R.


(Este texto pode ser lido em seu original no site Recanto das Letras)


Tumblr


HOUDINI - Dua Lipa (Tradução)

sábado

JUÍZO FINAL - Nelson Cavaquinho (A história por trás da música)

Como está na descrição no canal de Ju Camará: 

 ["Toda canção é uma história. 
Se não for uma história, 
não é uma canção."] 

 Então vamos entender o que nos diz essa canção.

segunda-feira

WUTHERING HEIGTHS - Angra / Um pouco da história de André Matos


Nota: 

¹ André Matos nasceu em 14 de setembro de 1971 e faleceu em 08 de junho de 2019 

² ["André Coelho Matos foi um cantor, compositor, maestro, produtor e pianista brasileiro, conhecido por ter sido vocalista das bandas Viper, Angra e Shaman. O artista vendeu milhões de cópias durante a sua carreira. (Wikipédia)"]