Talvez você nunca me entenda. Mas sempre tentarei explicar-me pelos meus versos e inversos - Milena Medeiros 11/maio/2012
terça-feira
domingo
I WANT TO KNOW WHAT LOVE IS - Foreigner (Tradução)
ALMA INDÓCIL - Milena Medeiros
Se aquieta alma indócil...
Vê? Vai longe esse pensamento e, nas estrelas,
tu ficas distante deste lugar!
Milena Medeiros
sábado
terça-feira
quinta-feira
quarta-feira
terça-feira
domingo
sexta-feira
quinta-feira
quarta-feira
O PRESENTE E O FUTURO - Milena Medeiros
Eles caminhavam sempre em frente,
o presente e o futuro.
Seguiam juntos,
Mãos dadas,
sem medo.
Pois, o futuro eles não conheciam
E, o presente, já viviam…
Haviam caminhos silenciosos,
outros barulhentos.
Uns, sinuosos,
outros com bastante gente.
De mãos dadas,
Passos seguros,
caminhar tranquilo…
Um, distinguia logo ali a sua vida.
O outro, pouco mais adiante.
Diriam que pareciam a Pais e Filhos.
Onde o tempo brinca,
O amor impera
E a vida segue.
Milena Medeiros
11/03/2017
16:20h
QUANDO EU TIVER 80 ANOS - Milena Medeiros
Quando eu tiver meus 80 anos
por certo direi:
_ Não acredito!
(¸.•´ ¸.•*´¨)¸.•*¨) Milena Medeiros
(¸. •´ ( ¸.•° °•.(¸. •´ ( ¸.•° °•. .•°´¯¯`°•
22/09/2012
domingo
MAIS UM DIA - W.S.R.
Quanto de vida cabe dentro de uma rotina de cada um?
O mercado já está aberto antes de alguém chegar. Luz branca. Frio constante. Gente empurrando o dia junto com o carrinho. O caixa fala sem olhar muito. Quem responde também não insiste. O bip vai marcando as coisas num ritmo que ninguém acompanha, mas todo mundo obedece.
Um homem pára com dois produtos na mão. Olha um. Olha o outro. Demora mais do que devia. No fim, deixa um de volta. Não olha pra trás.
Atrás dele, ninguém estranha. Só esperam.
Tem uma criança pedindo alguma coisa mais à frente. A mãe não responde de primeira. Só aperta um pouco mais o carrinho.
Tem coisa que não se fala, mas sustenta a casa.
O segurança encostado perto da porta observa sem pressa. Talvez nem saiba exatamente o quê.
Lá fora, uma moto passa cortando a rua. Rápida demais pra ser alguém. Só entrega.
O ônibus vem cheio. Cheio de verdade. Gente em pé, corpo encostado em corpo, equilibrando o cansaço como dá. Ninguém cai porque não tem espaço nem pra isso.
Mais adiante, um homem sobe numa parede que ele mesmo levantou. Ajusta um detalhe pequeno, alisa o reboco com cuidado. Ele faz bem feito. Uma casa que não é sua. Uma calçada que não sente. Quando termina, desce, limpa a mão na calça e vai embora. A casa fica.
Em outro lugar, alguém descobre uma forma de tratar o que antes matava. A notícia corre. Dá esperança. Mas não chega pra todo mundo.
A fila anda.
O bip continua.
As mãos continuam escolhendo o que cabe.
Uma sacola pesa mais de um lado. Quem segura troca de mão. Segue.
Quase tudo segue.
Tem gente que volta amanhã. Tem gente que não. E isso não passa pelo caixa.
Não é exatamente silêncio. Mas também não é conversa. É só… cada um tentando terminar o dia.
Quanto custa viver assim sem saber onde a vida começa ou onde ela ficou pra depois?
W.S.R.
(Este texto pode ser lido em seu original no site Recanto das Letras)
![]() |
| Tumblr |

