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quarta-feira

MAMÃE - Milena Medeiros


HOMENAGEM À MINHA MÃE

NÃO É UMA RECOMENDAÇÃO,
NEM UM PRESENTE VÃO,
ESSA HOMENAGEM
QUE FAÇO
JÁ MORA EM MEU CORAÇÃO!

É UM POEMA
FEITO
ESPECIAL
À MINHA MÃE,
QUE VIVE A AMAR
OS SEUS FILHOS
MESMO DISCORDANDO
DE SUAS AÇÕES,
DE SUAS ATITUDES.

DÁ SEMPRE UM EMPURRÃO
PARA A VIDA MELHORAR.
NÃO NEGA ATENÇÃO,
EMBORA ESTEJA
QUERENDO UM OMBRO
PARA CHORAR.

FAZ DE SUA GARRA
A FORTALEZA
QUE NOS INSPIRA
E COM SEU JEITO SIMPLES
NOS ACOLHE,
NOS CONFORTA,
NOS APRISIONA
EM SEUS BRAÇOS
FORTES.

PERMEIA NOSSA VIDA
EM TEMPESTADE
OU EM CALMARIA.
VAI SILENTE,
CAMINHANDO
COM SEUS PASSOS
LENTOS DE AGORA,
OUTRORA
RAPIDEZ
NOS ARRASTAVA PELAS MÃOS.

INDO À ESCOLA
LEVANDO AO MÉDICO
DEIXANDO-NOS À PRAIA
NOS ENSINANDO
A JOGAR O PIÃO.

ÀS VEZES
QUE NOS AMEAÇAVA
DE NOS MATAR DE FOME,
POR CONTRARIAR
SEUS ENSINOS,
LOGO A RAIVA PASSAVA
E OS BOLINHOS
VINHAM ÀS NOSSAS MÃOS.
ERAM FEITOS COM CARINHOS:
BOLINHOS DE CHUVA,
TORRADAS,
CONFEITOS,
GOIABADA...

NA TARDE QUE CHOVIA
DA RELVA MOLHADA COLHIA
FRUTOS ENTERRADOS
QUE SE TORNAVAM NOSSO PÃO.

NAS SECAS DO QUINTAL
EM MEIO AO CANAVIAL
A SOBERBA E DOCE CANA
OS BEIÇOS
NOS LAMBUZAVA.

OS MILHOS,
PEQUENOS E INCERTOS,
COLHIDOS AO LÉU
ERAM AVIDAMENTE
COMIDOS
COMO FRUTAS DO CÉU.

PARA NOSSA DOR DE BARRIGA,
A VIZINHA BENZEDEIRA,
O MATO SALUTAR,
A ERVA NO LAR,
ERA A CURA PERFEITA.

QUANDO A DOR
NOS MALTRATAVA,
A COBERTA,
O LEITE QUENTE,
O CHÁ DE ALHO,
ELA O PREPARAVA LOGO ENTÃO.

SE TIVÉSSEMOS
QUE NOS AUSENTAR
DE SUAS VISTAS
A RECOMENDAÇÃO
ERA BEM CITADA:
NADA DE SER DESONESTO,
NEM DE MENTIRAS,
NEM DE ROUBAR.

CAMINHAMOS ASSIM
LONGOS ANOS
SEM NOS DAR CONTA
QUE CRESCÍAMOS
COM NOSSAS PERNAS
E AS DELA,
COM NOSSOS BRAÇOS
E OS DELA,
COM NOSSOS OLHOS
E OS DELA.

APESAR DISSO TUDO
AINDA NOS FALTA
AMÁ-LA
TANTO QUANTO NOS AMA.
TALVEZ SEJA ISSO
QUE DEUS FEZ
QUE FILHOS TIVESSEM FILHOS
SÓ PARA ENTENDER
COMO SE MORA NO CORAÇÃO!

(Milena Medeiros -09/05/2012- online no recanto das letras-Código do texto: T3658369 )

(Homenagem à minha mãe)

MÃE - Gigi Andreoli

Li esse texto no blog abaixo citado e achei bem interessante e passo aos leitores.


No Brasil, no segundo domingo do mês de maio, é dedicado às mães. Chamamos: DIA DAS MÃES. 



Transcrevo o texto:

["Eu sinto falta de te chamar de mamãe, e você me puxar para seus braços como seu eu fosso a jóia mais preciosa do mundo. Eu sei que ainda sou, mas você não demonstra isso, você não faz questão de mostrar. 

Sinto falta de quando eu deitava na sua cama à noite, e nós conversávamos sobre tudo. Quando você me dava conselhos, e tinha paciência para me ensinar matemática. Me acordava com um beijo na testa, me chamando de bebê. 

Sinto falta da minha mãe, da minha melhor amiga, da melhor pessoa do mundo. Que fazia questão de me ver sorrir, adorava contar para os outros minhas melhores qualidades e sonhava com meu futuro. 

Hoje você não é mais assim, mamãe, hoje você parece não ter mais paciência. Sei que ainda sou tudo na sua vida, mas você não faz mais tanta questão de me ter por perto. 

Nossas brigas são constantes, e nos afasta cada vez mais. Eu quero que seja como antes, que o mundo ao redor parava quando estavamos juntas. 

Quero que você pare um pouco de destacar meus defeitos, porque não existe coisa pior do que saber que está decepcionando a pessoa que você queria que tivesse orgulho. Sei que erro, e que tenho milhões de defeitos, mas eu poderia ser pior. 

Eu poderia estar escrevendo que te odeio, quando na verdade só quero poder te dizer todos os dias o quanto te amo."]


No blog memoriasesonhos é citado como autor do Texto: Gigi Andreoli.



MEUS AMORES VERMELHOS - Milena Medeiros















Meus vermelhos... Meus amores...

Em minha vida eu tive os vermelhos que merecia. 
Tanto em notas baixas na escola, quanto nos brinquedos que recebia. 
Nas cores do céu da tarde, repousando no rio. 
Nos fundos das embarcações que meu pai pintava. 
Nas flores que minha mãe cultivava. 
Nos amigos que vinham usando os vermelhos de vida e paixão: Meus amores vermelhos...

Milena Medeiros 
18/08/10 -16:45h