CARVÃO TU ÉS
Milena Medeiros-19/12/09
Em diamante te quiz
e assim te sonhei.
E em carvão
tu te satisfez.
Ainda bruto,
uma forma a burilar,
dos instrumentos
de amor
teimei te transformar.
No espaço de tempo,
com carinho,
afeição
e meiguice,
propus-me
em diamante te fazer.
Do barro,
das sombras
dos caminhos perdidos,
te separei.
Em minhas mãos te tomei.
Com olhar de amante
vi que podias
em belo,
em brilho,
em faces,
estar.
Meu coração
simples,
no dias que se passaram,
limparam a pedra
que tu era.
Na atenção diária,
de momentos em momentos,
trabalhei
em te recuperar.
Foram muitos dias,
meses até,
e, ao final,
vi que tu
em carvão
quisera ficar.
Publicado no Recanto das Letras em 18/10/2010
Código do texto: T2562989
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