
["Em criança indo para a escola
Numa manhã qualquer
A pensar que podia mudar a posição
Das galinhas e dos pintainhos todos juntinhos
Comendo os farelos colocados num prato de barro na rua por onde passava...
Lembro-me da alegria de passar
Junto das galinhas e dos pintainhos
e de pegar pelos rabos das galinhas
Uma em cada mão
E de levá-las comigo
Cocorococó...cocorococó...
Que barulho de asas e de penas
E eu sentindo que era alguém
Importante
Tinha mudado a realidade
Tinha criado outro cenário
Tudo de facto mudou
A dona das galinhas saiu esbaforida de casa
Gritou
Malandro
Sem educação
Hei-de dizer à tua mãe
Velhaco
É isso que te ensinam na escola?!
E eu com medo...
Fui aprendendo o medo...
Percebi também a razão da dona das galinhas...
Mas a minha razão era a minha razão
E era mais forte do que eu!
Sabia que ela iria fazer queixas à minha mãe:
« Vizinha, veja bem o seu filho,
Não leve a mal,
Mas que mal lhe fazem as galinhas?! »
Tantas sovas levei por causa das galinhas!...
Tantas vezes ouvi que era maluco
Por causa de pegar nas galinhas pelo rabo!
E nunca ninguém percebeu
A felicidade que havia em mim
Só por alterar o cenário da rua por onde passava
Puxando o rabo das galinhas!..."]
POSTADO POR EDUARDO ALEIXO
blog: À beira de água
-------------------------------------
Coloquei esse poema aqui, homenageando dois amigos, o autor do post eduardo aleixo
e o GilMAR coimbra - amigo de horas conflitantes, pelas fotos colocadas no SEU ÁLBUM NO picasa (galinhas e suas crias).
achei que esse poema bem se ligava àquelas imagens.
beijos aos dois.
Beijinho também para si.
ResponderExcluirAgradeço a colaboração, amigo, por deixar copiar teu belo texto e foto.
ResponderExcluir