Que mora
Em meu espelho
Do jeito que me olha
Até parece um louco
E sempre tenta
Se reencontrar
Com quem sou
As vezes sinto-o um ancião
Outras, tem a ingenuidade
De quem nasceu ontem
Se perdeu pelos caminhos
Por muitas vezes
Esqueceu
O poder da criação
Mas sua alma
Ainda vaga livre
E jamais se lembra
De esquecer
Seu último amor
Mas quem diria
Seu maior medo na vida
E tentar escrever
Seu próximo poema
Afinal sempre poderá
Sair tão ruim
Quanto os primeiros
Mas ai ele se lembra
Que seu verso
Nada mais é
Que o canto de um louco
E sempre cria seu caminho
Mas afinal,
Que seja por um instante
Um poema faz com alma
A mesma coisa
Que uma pedra faz
Com o lago
Então para o bem deles
Que os poetas
Jamais se calem."]
Ricardo Vichinsky é poeta.
Tem 37 anos.
É de Suzano/SP
Tem o blog:
"Atellie do Pensamento" no site Blogger
Seu espaço no site
Recanto das Letras(UOL)
Esse texto está publicado no Recanto das Letras UOL - 31/08/2010
Código do texto: T2469372
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